As preces dos Élus Coëns partem da ideia de que o ser humano não pertence verdadeiramente ao mundo material. A alma é vista como uma centelha proveniente de Deus que se encontra temporariamente exilada em uma condição de esquecimento. Por isso, a oração é antes de tudo um ato de recordação: lembrar quem somos, de onde viemos e para onde estamos destinados a retornar. O praticante procura despertar uma memória espiritual profunda, percebendo que sua verdadeira identidade não se reduz ao corpo, à personalidade ou às circunstâncias da vida, mas possui uma origem transcendente que o chama continuamente de volta. A oração nunca é apresentada como um ato isolado. Em cada uma das horas canônicas, o orante procura unir sua voz aos anjos, aos espíritos celestes e a toda a criação que glorifica o Criador. Existe uma visão profundamente cósmica da espiritualidade: o universo inteiro participa de um movimento de louvor, e o homem é convidado a reintegrar-se conscientemente nessa harmonia univ...
"... nunca se deve ter medo de estar falando abertamente demais: o Verbo só atingirá aqueles que devem ser atingidos” Papus S .'. I '.'