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Mostrando postagens com o rótulo Tradição Martinista

Dos que se iniciam no martinismo (Parte III)

Assim ouvi de um  Filósofo Desconhecido: “(...) rubro Homem de Desejo, que já tomou consciência de sua verdadeira natureza, agora que sabes de suas qualidades superiores, latentes mas ainda não manifestas pela ilusão da matéria, jamais se esqueça que és uma imagem perfeita d’Ele! Trabalhe para trazer à tona quem sempre fostes, mas que esquecestes, reconheça a preciosidade de sua natureza humana, utilize o suporte do mundo físico para exercer sua santidade! Se confinados estás em um corpo de matéria, apreendendo o mundo pelos cinco sentidos, expressando-se através de seu pensamento, suas emoções, ações e palavras, pois que sejam todas santas! Que o dois, bem ou mal, sejam dissolvidos e que sua motivação seja constantemente renovada pois sabes ser o agente do Artífice! Não há causa inferior, refina tua prática para elevar a tudo ao seu redor! Se erras, derrete o erro (e a culpa) no cadinho do Amor, renasce no Desejo quantas vezes necessário for como a fênix e assim será Regener...

Dos que se tornam servidores no martinismo (Parte II)

Assim ouvi de um certo Filósofo Desconhecido: “Homem de Desejo, dissolva-se completamente, com clara visão e incognitamente, na Natureza Divina! Já caminhas entre os homens, mas não o é, comungas com o Senhor, mas não o é... Tu és o Cavaleiro, veículo do Artífice! Homem Regenerado está sendo Reintegrado! Não há mais Dois (eu e outro), não há mais Dois (eu e o Senhor), somos Um! A Luz é reflexo de sua mente, pensamento do Senhor... Assim venceu o sofrimento, assim venceu a limitação dos sentidos, assim regressa, pródigo filho que sempre foi, à casa do Pai! O Reino, antes morada do Mal, torna-se a Cidade Celeste, fonte do Bem, inicia pois o teu Ministério..." “Eu e o Pai somos um” Um Servidor Incógnito

Dos que se associam ao martinismo... (Parte I)

Assim ouvi de certo Filósofo Desconhecido: “ (...) Aquele que começa a enamorar-se da Sabedoria deve entender as origens do seu trabalho. Saiba que os Homens da Torrente estão cegos e insensíveis ao Mal que destila e se insinua por todos os lados. Mas saiba que o Mal possui um poder e tempo limitados, aqueles que aprendem os sinais, adquirem a consciência e visão, observam e atuam na sua imediata transformação, estes são os Cavaleiros de nobres desígnios. Saiba que o homem pode atingir a Iluminação, para tal existem dois caminhos: a observação do homem em si ou do Universo que o rodeia, pois as Leis que os governam são análogas. Há, portanto, a possibilidade latente no homem de retornar ao seio do Divino, estar um com Ele, para tal as marcas do Mal que impregnam a vida cotidiana devem ser abandonadas, seu conteúdo deverá ser transmutado, sob o cadinho do Amor, render-se à uma nova vida, apropriação da sua herança por direito. Seja pela via externa ou interna, o Homem ao tomar ...

Martinismo: Movimento ou Ordem?

O Martinismo é conhecido como um movimento europeu que segue a corrente do cristianismo esotérico, incorporando aspectos da místicas judaica e operando através de instrumentos como a prece, a oração e a contemplação. Tanto no passado quanto na atualidade muitos são os autores que discordam na diferenciação do Martinismo dos demais movimentos surgidos naquele recorte histórico em que o mesmo teve origem, como é o caso do Wilermornizmo, carregado do aspecto maçônico/templário e do Martinezismo com forte tendência a teurgia ou magia operativa. Em sua origem não era contido em uma instituição, não possuía hierarquias ou graus, não possuía ritos determinados mas, pelo contrário, era uma corrente de pensamento livre, que agrupava homens e mulheres desejosos de auto-conhecimento e que estavam dispostos a empreender a jornada de retorno à “Casa do Pai”. Estes personagens reuniam-se em sarais carregados de beleza e certa informalidade, muito diferente dos cenários das instituições iniciaticas...

Manifesto de fundação da Tradicional Ordem Martinista

A Tradicional Ordem Martinista foi criada no ano de 1931, por alguns membros do Supremo Conselho de Papus, que não admitiram as diretrizes e reformas de Bricaud e que, por outro lado, não seguiram Blanchard. Deste ramo martinista foram seus Grão-Mestres os Irmãos Victor Emíle Michelet, Augustin Chaboseau e Jean Chaboseau. Abaixo segue a interessante carta, especialmente quando analisada do ponto de vista da política atual da referida ordem, quanto a motivação da criação desta como um ramo alternativo àqueles que exigiam pré-requisitos, como ser membro de outras ordens, para afiliarem ao martinismo! ORDEM MARTINISTA TRADICIONAL Manifesto aos Martinistas Americanos anteriores. Paris, 10 de agosto de 1939. “A Ordem Martinista, que teve um período de perfeita atividade iniciática desde sua organização em Obediência em 1890, infelizmente, ficou muito diminuída desde 1919. Em realidade, desde essa época, com bons propósitos e por iniciados reais, fizeram-se intentos para mod...

Robert Amadou

"O coração da minha busca é D'us. Minha vocação é a mesma de todo homem,tentando perceber e me aproximar de D'us. Particularmente conhecer D'us para finalmente vê-lo, reconhecê-lo em mim e ao meu redor, como Ele se revela, pois está presente em todas as partes. E ajudar os outros irmãos a se aproximarem de D'us, cada um de sua maneira e na medida em que sejam capazes." Robert Amadou, Leste e Oeste -1987.

Nota Sobre a História do Martinismo

O Movimento espiritualista iniciado por Martinez de Pasqually (1727-1774) na segunda metade do século XVIII, continuado por Louis Claude de Saint-Martin, o "Filósofo Desconhecido" (1743-1803), e após por Jean-Baptiste Willermoz (1730-1824), difundiu-se na França, na Alemanha e na Rússia durante todo o século seguinte. Esse movimento espiritualista sintetiza-se na "senda interior", segundo a doutrina de Saint-Martin, que não procurava senão "Homens de desejo" como discípulos. A doutrina do Filosofo Desconhecido corresponde a uma adaptação dos ensinamentos de Martinez de Pasqually e de Jacob Boehme (1575-1624). Saint-Martin estava aproximadamente com cinquenta anos quando conhece as obras de Boehme, por ocasião de suas constantes viagens a Estraburgo. Nessa cidade, ele teria sido iniciado no esoterismo alemão por Rodolph de Salzmann, um dos discípulos de Gitchel (1638-1710), de Kunrath (1560-1605) e de Boehme, pertencente à Sociedade dos Filósofos Desconh...

As mulheres no Martinismo (Parte II)

Claudina Teresa Willermotz foi uma das iniciadas na Ordem dos Elus Cohen do Universo, através de seu irmão Jean Baptiste Willermotz que trocou cartas sobre o assunto com seu Mestre Pasqually, entre os anos de 1771 e 1773, transmitidas ao Mestre através de seu secretário Saint-Martin. Pelo que sabemos Claudina não teria avançado além do grau de Mestre Eleito Cohen. Dentre as iniciadas na Ordem, já foram relatadas por Van Rejnberk os nomes: Da Senhora Lusignan, em Paris; Da Senhora de Provenzal, Senhorita de Brancas e da Senhora Coalin, em Lyon; Da Senhora Delobaret (viúva de Martinez) em Bordeaux; Esta lista é de 1781, e provavelmente outras senhoras foram admitidas na Ordem após esta data; há uma discussão em torno da admissão da Marquesa de Croix, que teria sido sua candidatura recusada pelo Grande Mestre de Caignet, enquanto Matter afirma que ela foi recrutada e aceita por Martinez, estando inclusive registrada sua ida a Paris junto ao Mestre e outros discípulos. Not...

Mdme Charlotte de Boecklin

"Eu tenho no mundo uma amiga como ninguém possui, só com ela minha alma podia expandir-se à vontade e conversar sobre os grandes assuntos que me ocupavam, porque só ela consegue adaptar-se à medida dos meus desejos, e ser-me extremamente útil". L.C.S-M. Foi em 1788, por intermédio de Madame Charlotte de Boecklin, que Saint Martin conheceu a obra do iluminado sapateiro alemão Jacob Boehme, enquanto recebia dela o apoio de uma alma compreensiva. O Filósofo Desconhecido dizia ter dois Mestres: Pasqually com o qual convivera por longos anos e por quem foi iniciado na Ordem dos Elu Cohen e Jacob Boehme, que conheceu através das obras e que dizia ter sido espiritualmente iniciado, ganhando a obra de Saint Martin um caráter mais místico, focado na oração, meditação e contemplação graças a Boehme. Se a visão de Saint Martin sobre a espiritualidade sofreu uma reviravolta graças a obra de Boehme, foi Mdme Boecklin a responsável por apresentar o Discípulo ao Mestre... P...

Martinismo Livre

"Nosso lembrado Irmão Augustin Chaboseau escreveu algumas notas sobre o que chamou de sua “Iniciação” pela sua tia Amélia de Boisse-Montemart, que não deixam a menor dúvida a respeito, tratava-se unicamente da transmissão oral de um ensinamento particular e de certas compreensões das leis do universo e da vida espiritual, o que em nenhum caso pode-se considerar uma iniciação ritualística propriamente dita. As linhas que uniram Augustin Chaboseau, Papus e outros e que provém de Saint-Martin são, com efeito, linhas de afinidades espirituais... É justamente neste ponto que aparece a profunda contradição existente, de um lado, entre o desejo de liberdade interior que deve desprender-se de todo formalismo para permitir à personalidade espiritual estabelecer-se e definir-se fora de toda classe de coletividades e, de outro lado, esta espécie de desmentido ao anterior que parecem aportar certos ocultistas dos fins do século XIX, ao criar suas associações, Ordens e Sociedades. Exist...

As mulheres no Martinismo (Parte I)

Quando Ragon escreveu sobre o problema da Maçonaria disse que “se nosso pai Adão quisesse abrir uma Loja no paraíso, só poderia faze-lo com sua esposa Eva” e muitos maçons depois ainda citam que sendo Eva a primeira a comer do fruto da Árvore do Conhecimento, esta teria sido a primeira iniciada, e só posteriormente Adão seria iniciado por ela. Examinaremos neste artigo não só a questão da mulher na iniciação mas em específico o papel da mulher na iniciação Martinista e sua atuação no decurso histórico. Sabemos que o iniciador deste movimento foi Martinez de Pasqually que fundou a Ordem dos Cavaleiros Maçons Eleitos Cohen dando início ao movimento Martinezista, ordem esta que participaram Jean Baptiste Willermoz, responsável por retificar o movimento inicial criando o Willermonismo através do Rito Escocês Retificado, e Louis Claude de Saint Martin, que fundou o movimento Martinista. Apesar de inicialmente não organizado na forma de uma Ordem, anos depois da existência de nosso V...

Martinismo Napolitano

Como já dizia Mestre Nebo: “ Sob o nome de Martinismo Napolitano, designa-se o grupo de discípulos de Eliphas Levi na cadeia martinista estabelecida no reinos das duas Sicílias, e igualmente descendentes na cadeia do Barão Nicola Spedalieri, que era napolitano.” Além de Spedalieri, que é um grande sustentador da tradição nesta região, devemos citar o advogado Giustiniano Lebano, de Torre Annunziata, Nápoles, que é autor de muitas obras ocultistas. Este foi um refugiado político na França e foi iniciado por Eliphas Levi na Magia Transmutatória. Retornou à Itália após a unificação, aposentado fixou-se na região aos arredores do Vesúvio onde se dedicou a ensinar e praticar a doutrina Martinista. Lebano faleceu no início do século passado, deixando um grande legado no campo místico. Outro napolitano da região de Portici, nos arredores do Vesúvio, foi Pasqualle de Servis, que emigrou para Paris à negócios, entrando em contato com o Círculo de Eliphas Levi, sendo aceito discípulo...

Giuliano Kremmerz

Ciro Formisano, conhecido publicamente com o nome iniciático de Giuliano Kremmerz, nasceu em Portici, próximo de Nápoles em 8 de abril de 1861. Travou seus primeiros contatos com estudo e prática do hermetismo através de Pasquale de Servis (1818 – 1893) na esfera iniciática conhecido como “Izar”. O velho professor reconheceu nele um grande iniciado, vivendo muitos anos como inquilino no apartamento pertencente aos Formisiano, tornando-se muito afeiçoado ao jovem Ciro. Assim que alcançou a maioridade, Ciro foi admitido junto aos Izar através do Grande Oriente Egípcio, última manifestação de uma antiga tradição iniciática que vinha sobrevivendo à passagem do século. O jovem Ciro, de apenas 17 anos, já era habilitado na área de ensino nas matérias de literatura italiana, geografia e história, para a província de Nápoles. Alcançou seu doutorado em literatura pela Universidade de Nápoles, em 1883, dedicando-se ao jornalismo e à educação. Em 1896, Giuliano Kremmerz fundou a Fraternida...