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Mostrando postagens com o rótulo Budismo Vajrayana

Tesouros do Pico do Junípero

Tesouros do Pico do Junípero, contém as orientações mais sutis e reveladoras. São seleções para os praticantes mais experientes, com ênfase na visão e na combinação de meditações conceituais e não conceituais. Dentre os temas abordados temos:  Ensinamentos introdutórios, Conselho sobre como praticar as instruções profundas,  O estado desperto autoliberado, As 21 instruções essenciais, A instrução ‘Apontando para a Velha Senhora’, Descer mantendo a visão superior, A Guirlanda de Cristal da prática diária, A Guirlanda Dourada Preciosa de instruções de meditação, O ciclo de pontos essenciais, Conselho para combinar desenvolvimento e consumação, as práticas dotadas e desprovidas de conceitos, Instrução para mulheres sobre como atingir a iluminação sem abandonar as atividades diárias, Iniciação da manifestação da mente primordial, Sinais e níveis do progresso, Conselho para alcançar a iluminação no momento da morte, Os cinco bardos, O tesouro da Caverna de Cristal do Lótus. ...

Refúgio Supremo

"Tomo refúgio no Buddha, Dharma, e Sangha. Tomo refúgio no Guru, Deva, e Dakini. Tomo refúgio no Prana, Nadi e Bindu." Longchen Nyingthik

Dos praticantes dos Veículos do Dharma

Imagine que você, estando numa praia, toma na mão uma porção de areia. Esta quantidade de areia em relação ao total de areia na praia é a quantidade de seres que possuem a felicidade de contato com o Dharma. Imagine que você abre a mão deixando quase toda a areia escoar, os poucos grãos que sobram são como a quantidade de seres que têm o contato com o ensinamento do Grande Veículo. Finalmente imagine que você esfrega as mãos, numa tentativa de livrar-se dos resquícios de areia nelas, os pouquíssimos grãos restantes correspondem aqueles que têm contato com o Veículo Veloz, raros e preciosos. Adaptação do texto presente no blog do irmão Anubys. (http://anubysp.blogspot.com.br/).

Sete Oferendas do Altar Budista

Ante o altar ofereço as substâncias e assim aspiro: " Que a Água Pura aqui ofertada seja o suporte da realização da pureza original da mente, livre de qualquer ilusória obscuridade; Que as Flores aqui ofertadas sejam o suporte da realização da abertura de minha mente para sua natureza iluminada; Que o Incenso aqui ofertado seja o suporte da realização da efemeridade e ilusão de que se reveste o mundo da verdade relativa; Que a Luz aqui ofertada seja o suporte da realização do contínuo da Clara Luz; Que o Perfume aqui ofertado seja o suporte da realização da Vacuidade da realidade relativa a que estou condicionado; Que o Alimento aqui ofertado seja o suporte da realização da Força das sabedorias que desenvolvo; Que a Música aqui ofertada seja o suporte de realização da Alegria advinda do estado naturalmente iluminado da mente; Possam estas aspirações se concretizarem para o benefício de todos os seres que sofrem!"

Transmissão do Dharma de Mahakashyapa à Ananda

O belo monge Ananda,  cujo nome significa "felicidade" ou "alegria", era primo do Buddha Shakyamuni. Ele nasceu na casta guerreira, na mesma noite em o Buddha atingiu a iluminação. Mais tarde, Ananda se tornaria o monge mais destacado no aprendizado, intelectualmente brilhante e de grande entendimento. Ele foi atendente do Buddha durante  vinte anos e memorizou todos os seus ensinamentos. Após a morte do Buddha, Ananda perguntou ao mestre Mahakashyapa se existia algo mais, algum tipo de ensinamento secreto, algo além dos discursos do Buddha, algo além do manto brilhante que simboliza a iluminação. Ananda:  O que o Buddha entregou a você além do manto de brocado dourado? Mahakashyapa:  Ananda! Ananda:  Sim? Kashyapa:  Abaixe o mastro na frente do portão! Subitamente, Ananda conseguiu captar o ensinamento que estava além do ensinamento. Extraído de www.dharmanet.com.br

Transmissão do Dharma de Shakyamuni para Mahakashyapa

Quando Mahakashyapa nasceu, uma luz dourada preencheu seu quarto e entrou em sua boca. Foi por isso que seus pais, de família brâmane, lhe deram o nome  Kashyapa , "bebedor de luz". Anos depois ele se tornaria um monge mendicante, mestre no ascetismo, o discípulo mais velho do Buddha. Certa vez, o Buddha Shakyamuni estava no monte Gridhrakuta, perto da cidade indiana de Rajagriha, acompanhado por inúmeros discípulos. Então apareceu a divindade Brahma, que presenteou o Buddha com uma guirlanda de flores douradas e pediu que ele expusesse o Dharma. Ao invés de proferir um discurso, Shakyamuni pegou uma das flores, levantou-a, começou a girá-la entre os dedos e piscou seus olhos. De todos os que estavam presentes ali, apenas Mahakashyapa conseguiu compreender o ensinamento e sorriu. Então o Buddha Shakyamuni lhe disse: Tenho o tesouro do olho do Dharma verdadeiro, a mente inefável do nirvana, a verdadeira forma da não-forma, a porta misteriosa do Dharma. Este tesouro...

Yidam: realidade relativa e realidade absoluta

No budismo vajrayana o Yidam (Divindade Meditacional) não é tido como oposto ao ensinamento do Budha em seus Giros da Roda do Dharma. Em verdade, as Divindades Meditacionais  são compreendidas em diferentes níveis  que vão, para os leigos, de divindades externas até, para Mestres de Dharma e praticantes, como faculdades da Mente Iluminada, meios hábeis do método meditacional. A Natureza dos Yidams é dupla,  relativa e absoluta também chamadas como “realidade guia” e “realidade definitiva” da Natureza da própria mente. A “realidade guia” constitui os meios hábeis , aparentes, que nos encaminham à Verdade, levando em consideração as limitações intelectuais e emocionais (psíquicas) dos indivíduos. Por outro lado a “realidade absoluta”, o verdadeira natureza da mente, a Insubstancialidade, é a realização das qualidades inerentes àquela relativa. A dita “realidade guia” não pode ser chamada de falsa em comparação com a “realidade definitiva” pois àquela é parte desta,...

Sobre a prática de Mahakala – por Khenpo Karthar Rinpoche

Em uma PUJA (ou um RITUAL DE PRÁTICA DE SADHANA), invocamos e dirigimo-nos ao Guru, ao Yidam e às Três Raízes, ou, neste caso, ao protetor, Mahakala, que também pode ser entendido como a personificação das Três Raízes. Nosso foco principal em uma puja é a atividade iluminada que permeia o tempo e o espaço. Levando-se em conta que os Yidams (deidades budistas iluminadas) estão mais especificamente relacionados com o aspecto ativo do Dharma, é através de seus nomes que suas atividades se tornam óbvias. Quando o ritual de Mahakala está sendo realizado, o protetor aparece na forma de uma divindade irada. Isso não quer dizer que Mahakala seja feroz ou agressivo. Mahakala não é nada mais do que a inseparabilidade entre a compaixão e a generosidade amorosa. Do ponto de vista da sabedoria mais elevada, não há separação entre Mahakala e a Mente Desperta de Buda. Mahakala é a manifestação da mente desperta. Apresentando-se de forma muito majestosa e esplêndida – apesar de assustadora – ...

Os Oito Versos de Langri Thangpa

Sharawa aceitou Chekawa como discípulo e o instruiu durante anos nessa prática que era a sua principal, denominada “Os Oito Versos que Transformam a Mente” (ou “Os Oito Versos de Langri Thangpa”). Após 6 anos de treinamento constante, o discípulo se realizou, eliminando todo e qualquer traço de egoísmo. Os oito versos: 1.  Com a determinação de alcançar O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes, Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos, Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau. 2.  Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas, E, com todo respeito, considerá-las supremas, Do fundo do meu coração. 3.  Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente E, sempre que surgir uma emoção negativa, Pondo em risco a mim mesmo e aos outros, Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la. 4.  Vou prezar os seres que têm natureza ...

O Caminho de um Ngakpa

" Dançarino na indestrutível corrente de ilusão mágica, Unificador do tumulto de inconsistências e absurdidades, Portador do poder que gira a Roda da Alegria e do Vazio, Herói que percebe todas as coisas como ilusão, Enjoado Teimoso aborrecido com o apego temporal, Pequeno Iogue perfurando as projeções ilusórias alheias, Vagabundo que vende o Samsara na baixa, Viajante da luz que faz de sua parada sua morada, Bem-afortunado Caminhante que percebe sua Mente como o Lama, Vitorioso que compreende toda a aparência como a mente, Divinador da Relatividade que reconhece unidade como multiplicidade, Naljorpa que degusta o sabor único de todas as coisas - Estas são algumas das máscaras que eu exibo !" -  Drukpa Kunley
"Verdadeiro observar, observar sereno, observar de sabedoria de longo alcance, observar de misericórdia,observar de compaixão. Tanto esperado, tanto esperado!" Fo nte:  Poema do Portal Universal de Kanzeon Bodisatva Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa  

Seis Uniões de Naropa

Naropa foi um homem Santo indiano que viveu no século XI e um pandit da Universidade de Nalanda. Recebeu do yogi indiano Tilopa os ensinamentos das Seis Yogas. Tilopa recebeu estes ensinamentos de diversos Gurus, como Nagarjuna, Charyapa e Lawapa. Naropa, com a ajuda de sua irmã Niguma, tornou-se tão hábil em propagar estes ensinamentos que ficaram conhecidas como as Seis Uniões de Naropa ou as Seis Uniões de Niguma, um conjunto de práticas tântricas preservadas pela linhagem Kagyu. Muitos praticantes renomados deste conjunto de Uniões (yoga) pertencem a linhagem Gelugpa, incluindo o Patriarca da mesma, Sua Santidade o Dalai Lama, um especialista nestas Yogas, que afirma serem eficientes e rápidas na obtenção absoluta da verdade, inerente a todos os seres, que não podem ser simplesmente analisadas a luz racional para aqueles que visam atingir Mahamudra. Naropa teria transmitido estes ensinamentos a Marpa, um tradutor, professor de Milarepa, uma das figuras mais populares dos san...

Sutra do Princípio da Sabedoria

O Sutra do Princípio da Sabedoria retrata a pregação de Mahavairochana Buddha à Vajrasattva, que é considerado um dos oito Patriarcas originais do Budismo Esotérico da Escola da Palavra Verdadeira (Shingon). O Sutra ensina que a Real Natureza de todos os desejos, incluindo os sexuais, são puros, e que esta pureza das coisas e fenômenos é atingida através da Sabedoria (prajna) que interpenetra a verdade. Este Sutra ainda destaca e louva a compaixão dos bodhisattvas. Encontramos versões em sâncrito, chinês e tibetano desta obra, sendo os tradutores da versão chinesa:   Hsüan-tsang, Bodhiruchi, Chin-kang-chih (Skt Vajrabodhi), Pu-k'ung (Amoghavajra), Danapala, e Fa-hsien, todos, com exceção de Hsüan-tsang, de origem indiana. O nome sâncrito de Fa-hsien permanence desconhecido. Das seis versões existentes, a tradução de   Pu-k'ung's é a mais popular, sendo aquela recitada nos cerimoniais da Escola da Palavra Verdadeira. A versão de Hsüan-tsang é incluida entre os seisc...

Reis de Sabedoria

Os Reis de Sabedoria são aspectos do estado iluminado da mente, descritos desde a literatura hinduísta e incorporados ao Budismo Esotérico. Suas forças hostis e faces em fúria visam a repulsa dos venenos da mente e a manifestação do estado desperto intrínseco aos seres. Representam o poder da fórmula budista em submeter as paixões e emoções nefastas que impedem a mente de viver em sua plenitude de Luz. Dentre os Reis de Sabedoria, se destacam aqueles emanados dos Budhas de Sabedoria (Dhyani Budha), guardiões responsáveis pelos quatro pontos cardeais e pelo centro do espaço infinito. São também classificados entre os Protetores do Dharma, que preservam a Jóia do Dharma de ser pervertida ou distorcida, zelando pela fé budista original e subjugando os inimigos da Sabedoria. Os Reis de Sabedoria possuem lugar de destaque no culto da Escola da Palavra Verdadeira de Budismo Esotérico (Shingon-Shu), especialmente por personificarem mensageiros do Iluminado Cósmico (Dainichi Nyor...

O Mantra da Luz

(Na imagem as 23 sílabas com uma marca de pontuação) "On abokya beiroshano maka-bodara mani handoma jimbara harabaritaya Hun" "Om - infalível Vairocana do grandioso mudra! A radiante chama da Jóia do Lótus - Hum" O Komyo Shingon também conhecido como “mantra da Luz” é composto de 23 sílabas da escrita BONJI (caracteres Sânscritos da escrita Siddham). Estas 23 letras, possuem o poder completo do Buddha MahaVairocana, o Adhi-Buddha segundo a tradição Mikkyo. Quando o este sagrado Mantra é recitado com concentração mental e livre dos venenos da mente, a Luz Radiante de Sabedoria do Budha nos atinge e envolve nossa mente, revelando sua real natureza, dispersando as ilusões “tal qual a Lua Cheia brilha radiante quando se vê livre da névoa”, um estado não-nascido de pureza, a real natureza búdica da mente. Shingon-Shu Brasil

Subjugar o Inimigo - Budismo Vajrayana

"Se você não subjugar o inimigo que é a sua própria raiva, poderá tentar derrotar os inimigos externos, mas estes só se multiplicarão. Portanto, a prática do bodisatva é conquistar a própria mente com as tropas do amor e da compaixão." ("As 37 práticas do Bodhisatva" de GYALSE TOKME - Verso 20)

Vegetarianismo

Om, ahbirakay tsara, hung! O budismo prescreve,através de seus sutras, a conduta alimentar mais adequada àqueles que aspiram a realização da Bodicita, indicando o vegetarianismo como a melhor postura a ser seguida. Ressaltamos que esta atitude é baseada no ato de diminuição do sofrimento que geramos diariamente de modo consciente e inconsciente. Ser vegetariano porém não pode implicar em sustentar uma mente discriminativa e orgulhosa, pois o ato de não comer carne e sentir-se superior por isso é uma clara atitude não compassiva, típica da mente dual. É comum no regime monástico, mais doutrinado às prescrições deixadas pelo Buda histórico, o regime vegetariano. Mas o monge, vivendo das esmolas recebidas, não deve sustentar a mente discriminativa negando-se a comer o que lhe é oferecido, pois esta atitude é um claro impeditivo da visão do Vazio por trás das formas. A prática do vegetarianismo não exibicionista constitui uma atitude benéfica em prol dos seres pela motivação MENTAL e ...

Vairocana e sua Sílaba Semente

Assim como uma pequena semente guarda em seu interior todo o potencial de uma frondosa árvore que, um dia, tornar-se-a plenamente majestosa, caso cultivada adequadamente, as sílabas sementes guardam em si todo o potencial de ação de Budha e dos Bodhisatvas a que está conectada. Seguindo a série a respeito de MahaVairocana, o Budha central dos nossos estudos na Escola Shingon, falaremos um pouco sobre a sílaba semente "A", conectada em essência ao Budha. Na KBL (Cabala), as vinte e duas letras hebraicas são as pedras fundamentais utilizadas na construção de todas as dimensões do Universo e do homem em suas porções visíveis e invisíveis. Assim como em outras tradições esotéricas (vias internas) as letras possuem poderes latentes, símbolos da Criação, as sílabas semente (oriundas do alfabeto sânscrito), segundo a visão do Budismo Esotérico, são representações da própria Iluminação. Dentro desta visão é interessante notar a santidade da fala, ou Fala Iluminada, já que muitos id...

Dainichi Nyorai

O chamado Buddha Vairocana (Daicinhi Nyorai) é a personificação focal das práticas do Budismo Esotérico da Escola da Palavra Verdadeira. Em algumas menções é chamado de Buddha Branco já que pertence a Família Tataghata (Família Branca) e é a representação do próprio Dharmakaya (Mente Búdica - Realidade Absoluta), sendo o ponto central das duas Mandalas da Escola Shingon. Duas são as formas de manifestação de Maha Vairocana, a saber: com o corpo dourado, de apenas uma face, executando o Mudra Dhyana (Mudra Meditativo) e portando a Jóia do Dharmacakra (Roda do Dharma) na Mandala Garbadhatu (Mandala do Ventre) ou com o corpo alvo, de quatro faces, executando o Mudra Bodhyagri (Mudra do Raio) na Mandala Vajradhatu (Mandala do Reino do Diamante).