Pular para o conteúdo principal

Yidam: realidade relativa e realidade absoluta



No budismo vajrayana o Yidam (Divindade Meditacional) não é tido como oposto ao ensinamento do Budha em seus Giros da Roda do Dharma. Em verdade, as Divindades Meditacionais  são compreendidas em diferentes níveis  que vão, para os leigos, de divindades externas até, para Mestres de Dharma e praticantes, como faculdades da Mente Iluminada, meios hábeis do método meditacional.

A Natureza dos Yidams é dupla,  relativa e absoluta também chamadas como “realidade guia” e “realidade definitiva” da Natureza da própria mente. A “realidade guia” constitui os meios hábeis , aparentes, que nos encaminham à Verdade, levando em consideração as limitações intelectuais e emocionais (psíquicas) dos indivíduos. Por outro lado a “realidade absoluta”, o verdadeira natureza da mente, a Insubstancialidade, é a realização das qualidades inerentes àquela relativa.

A dita “realidade guia” não pode ser chamada de falsa em comparação com a “realidade definitiva” pois àquela é parte desta, um método para chegar a um meio, de alto valor pedagógico e de aproximação. Ambas, portanto, não se excluem mas sim estabelecem um jogo sutil e não contraditório.


Por Frater A.E.L.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ordem Rosa+Cruz do Oriente

PARTE I – Irmão Sémelas, o revelador dos “Irmãos do Oriente” " A lenda da existência dos Irmãos do Oriente foi divulgada por um S::: I::: de boa fé, de nome Dupré, que a conhecia por meio de uma tradição verbal de outro S::: I::: de origem grega chamada Sémelas. Porém de onde Sémelas extraiu estas informações, desconhecemos." Ir.'. R.A. Dimitri Platón Sémelas Conhecido como o fundador da "Ordem da Liz e da Águia", representante da Ordem Martinista no Egito, membro dos "Irmãos do Oriente" (Frérés d'Orient) do qual foi tido como porta-voz junto com Papus. Nascido no Egito em 1883, Dimitri Platón Sémelas conclui seus estudos de medicina na Universidade de Atenas, começando a praticar ocultismo, sob a orientação de um Irmão cujo nome permanece desconhecido. Retornando ao Egito, Sémelas se casou e teve um filho chamado Platón. Em 1909, no Cairo, conhece um casal, Eugéne Dupré que era funcionário francês a serviço do governo do Egito e sua...

A linhagem martinista russa da Ordem Martinista dos Cavaleiros de Cristo

O Martinismo tem suas raízes nos ensinamentos de Martines de Pasqually, que fundou a Ordem dos Sacerdotes Eleitos Coëns do Universo no século XVIII, com uma abordagem teúrgica e ritualística. Louis-Claude de Saint-Martin, discípulo de Pasqually, desenvolveu uma vertente mais filosófica e mística, enfatizando a reintegração do homem ao estado original de pureza e luz divina. Essa corrente é conhecida como Martinismo de Saint-Martin.   Na França, no final do século XIX, Gérard Encausse, conhecido como Papus, fundou a Ordem Martinista, estruturando-a em graus iniciáticos e incorporando elementos da Maçonaria Egípcia e da Igreja Gnóstica. Essa vertente é chamada de Martinismo Papusiano. A Ordem Martinista dos Cavaleiros de Cristo (OMCC) é uma organização iniciática que busca preservar e transmitir os ensinamentos esotéricos do Martinismo, uma tradição mística de origem francesa fundada no século XVIII. A OMCC foi estabelecida na década de 1970 por Armand Toussaint e Maître Raymon...

Transmissão da Rosa+Cruz do Oriente

“A ti e a aquele que julgue digno, transmitirei a inciação da R+C do Oriente como a recebi no Egito a mais de trinta anos. Papus a recebeu de um místico francês, porém nem Téder, nem os demais membros do Supremo Conselho, jamais a receberam. Nenhum escrito, nenhum vestígio no plano físico, apenas o poder da radiação e a transmissão REAL... Em troca deste dom, nada te será pedido, apenas... o Silêncio.” Transmissão da Rosa+Cruz do Oriente O altar estava humildemente forrado com uma toalha de linho branco onde à direita estava um grande círio de pura cera de abelha, perceptível pelo doce aroma que exalava, e à esquerda um incensório com um ardente e crepitante carvão que aguardava as resinas. No centro, o Livro Sagrado de capa branca, estampava em dourado um símbolo ladeado pelas letras gregas “Alpha” e “Ômega”. O Irmão Iniciador, um ancião, levantou-se e postou-se ante o altar, fez alguns sinais no ar e uma profunda reverência. Ele trajava uma longa túnica completamente...