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Martinismo Livre

"Nosso lembrado Irmão Augustin Chaboseau escreveu algumas notas sobre o que chamou de sua “Iniciação” pela sua tia Amélia de Boisse-Montemart, que não deixam a menor dúvida a respeito, tratava-se unicamente da transmissão oral de um ensinamento particular e de certas compreensões das leis do universo e da vida espiritual, o que em nenhum caso pode-se considerar uma iniciação ritualística propriamente dita. As linhas que uniram Augustin Chaboseau, Papus e outros e que provém de Saint-Martin são, com efeito, linhas de afinidades espirituais... É justamente neste ponto que aparece a profunda contradição existente, de um lado, entre o desejo de liberdade interior que deve desprender-se de todo formalismo para permitir à personalidade espiritual estabelecer-se e definir-se fora de toda classe de coletividades e, de outro lado, esta espécie de desmentido ao anterior que parecem aportar certos ocultistas dos fins do século XIX, ao criar suas associações, Ordens e Sociedades. Exist...

Catarismo: o fundamento da Ecclesia Gnostica

“Mateus foi escrito para os hebreus; Marcos, para os romanos;Lucas, para os helenos; João, para todos os povos do Universo.” O Santo Sínodo declara: · O restabelecimento da hierarquia permite a Restauração do simbolismo gnóstico. · O Consolamentum, a Fração do Pão e o Aparelamentum da Assembléia Albigense está restabelecido. · Os Bispos e seus adjuntos podem conferir sozinhos o Consolamentum. · Todo fiel, Perfeito ou S::: I::: pode oficiar a Fração do Pão. · O Aparelamentum é um privilégio exclusivo do patriarca estabelecido. · A Ordem Martinista é declaradamente de essência gnóstica. Todo S::: I::: toma seu lugar equivalente ao nível dos Perfeitos. · O Evangelho de João é o único Evangelho Gnóstico. À partir desta declaração, que consta na revista L'Initiation, notamos: a influência cátara sobre o restabelecimento da Igreja Gnóstica, a importância dos três rituais que são a essência da doutrina cátara, e a influência desta doutrina sobre a Ordem Ma...

As mulheres no Martinismo (Parte I)

Quando Ragon escreveu sobre o problema da Maçonaria disse que “se nosso pai Adão quisesse abrir uma Loja no paraíso, só poderia faze-lo com sua esposa Eva” e muitos maçons depois ainda citam que sendo Eva a primeira a comer do fruto da Árvore do Conhecimento, esta teria sido a primeira iniciada, e só posteriormente Adão seria iniciado por ela. Examinaremos neste artigo não só a questão da mulher na iniciação mas em específico o papel da mulher na iniciação Martinista e sua atuação no decurso histórico. Sabemos que o iniciador deste movimento foi Martinez de Pasqually que fundou a Ordem dos Cavaleiros Maçons Eleitos Cohen dando início ao movimento Martinezista, ordem esta que participaram Jean Baptiste Willermoz, responsável por retificar o movimento inicial criando o Willermonismo através do Rito Escocês Retificado, e Louis Claude de Saint Martin, que fundou o movimento Martinista. Apesar de inicialmente não organizado na forma de uma Ordem, anos depois da existência de nosso V...

Martinismo Napolitano

Como já dizia Mestre Nebo: “ Sob o nome de Martinismo Napolitano, designa-se o grupo de discípulos de Eliphas Levi na cadeia martinista estabelecida no reinos das duas Sicílias, e igualmente descendentes na cadeia do Barão Nicola Spedalieri, que era napolitano.” Além de Spedalieri, que é um grande sustentador da tradição nesta região, devemos citar o advogado Giustiniano Lebano, de Torre Annunziata, Nápoles, que é autor de muitas obras ocultistas. Este foi um refugiado político na França e foi iniciado por Eliphas Levi na Magia Transmutatória. Retornou à Itália após a unificação, aposentado fixou-se na região aos arredores do Vesúvio onde se dedicou a ensinar e praticar a doutrina Martinista. Lebano faleceu no início do século passado, deixando um grande legado no campo místico. Outro napolitano da região de Portici, nos arredores do Vesúvio, foi Pasqualle de Servis, que emigrou para Paris à negócios, entrando em contato com o Círculo de Eliphas Levi, sendo aceito discípulo...

Giuliano Kremmerz

Ciro Formisano, conhecido publicamente com o nome iniciático de Giuliano Kremmerz, nasceu em Portici, próximo de Nápoles em 8 de abril de 1861. Travou seus primeiros contatos com estudo e prática do hermetismo através de Pasquale de Servis (1818 – 1893) na esfera iniciática conhecido como “Izar”. O velho professor reconheceu nele um grande iniciado, vivendo muitos anos como inquilino no apartamento pertencente aos Formisiano, tornando-se muito afeiçoado ao jovem Ciro. Assim que alcançou a maioridade, Ciro foi admitido junto aos Izar através do Grande Oriente Egípcio, última manifestação de uma antiga tradição iniciática que vinha sobrevivendo à passagem do século. O jovem Ciro, de apenas 17 anos, já era habilitado na área de ensino nas matérias de literatura italiana, geografia e história, para a província de Nápoles. Alcançou seu doutorado em literatura pela Universidade de Nápoles, em 1883, dedicando-se ao jornalismo e à educação. Em 1896, Giuliano Kremmerz fundou a Fraternida...

Irmãos do Oriente

"A propósito, preciso lhe dizer que os pretensos Irmãos de Heliópolis são, em verdade, os Irmãos do Oriente” R. Guénon  De nossa viagem astral, lemos em sentido integral e em francês rebuscado, esta carta ao Irmão Papus, de 14 de março de 1912,que nos introduz aos arcanos dos “Irmãos do Oriente”:  “Querido Mestre:  O emblema localizado acima de minha petição, em uma carta precedente que tu me enviaste, me interessou vivamente. Os símbolos místicos que colocaste na parte inferior de tua carta me permitiram ver que tu os encontraste na verdadeira e única via da tradição venerada pelos . Abaixo encontrareis em anexo uma cópia de um arcano sobre o qual a minha Alma e meu espírito apreciam muito meditar e viajar; a simples contemplação deste arcano me enche de alegria, e acredito que enviando-te terás as mesmas sensações ao contemplá-lo, e serás tão feliz quanto eu. Sentir-me-ei muito feliz, querido Mestre, se me enviar sua opinião de iniciado sobre o valor filosófic...

Transmissão da Rosa+Cruz do Oriente

“A ti e a aquele que julgue digno, transmitirei a inciação da R+C do Oriente como a recebi no Egito a mais de trinta anos. Papus a recebeu de um místico francês, porém nem Téder, nem os demais membros do Supremo Conselho, jamais a receberam. Nenhum escrito, nenhum vestígio no plano físico, apenas o poder da radiação e a transmissão REAL... Em troca deste dom, nada te será pedido, apenas... o Silêncio.” Transmissão da Rosa+Cruz do Oriente O altar estava humildemente forrado com uma toalha de linho branco onde à direita estava um grande círio de pura cera de abelha, perceptível pelo doce aroma que exalava, e à esquerda um incensório com um ardente e crepitante carvão que aguardava as resinas. No centro, o Livro Sagrado de capa branca, estampava em dourado um símbolo ladeado pelas letras gregas “Alpha” e “Ômega”. O Irmão Iniciador, um ancião, levantou-se e postou-se ante o altar, fez alguns sinais no ar e uma profunda reverência. Ele trajava uma longa túnica completamente...