Quando Ragon escreveu sobre o problema da Maçonaria disse que “se nosso pai Adão quisesse abrir uma Loja no paraíso, só poderia faze-lo com sua esposa Eva” e muitos maçons depois ainda citam que sendo Eva a primeira a comer do fruto da Árvore do Conhecimento, esta teria sido a primeira iniciada, e só posteriormente Adão seria iniciado por ela.
Examinaremos neste artigo não só a questão da mulher na iniciação mas em específico o papel da mulher na iniciação Martinista e sua atuação no decurso histórico.
Sabemos que o iniciador deste movimento foi Martinez de Pasqually que fundou a Ordem dos Cavaleiros Maçons Eleitos Cohen dando início ao movimento Martinezista, ordem esta que participaram Jean Baptiste Willermoz, responsável por retificar o movimento inicial criando o Willermonismo através do Rito Escocês Retificado, e Louis Claude de Saint Martin, que fundou o movimento Martinista.
Apesar de inicialmente não organizado na forma de uma Ordem, anos depois da existência de nosso Venerável Mestre Saint Martin, em Paris, a transmissão iniciática chegou à dois franceses: Papus e Chabouseau, ambos iniciados na corrente que remontava à Saint Martin e responsáveis pelo processo de organização da tradição martinista, formatando-a em uma Ordem, a Ordem Martinista. Não nos alongaremos mais a este respeito pois esta história já é bem sabida por todos nós.
Trataremos aqui, de forma mais didática, três períodos desse movimento e a influência feminina presente em cada uma destas fases.
Na época de Martinez não foi apenas uma a mulher que atuou junto ao movimento Martinezista, mas dentre elas destaca-se a irmã de Willermoz que foi iniciada na Ordem dos Eleitos Cohen, com o pleno consentimento e apoio de Saint Martin, que tinha uma posição muito clara quanto a participação feminina nos trabalhos iniciáticos. Ele escreveu que “ a Alma feminina não surgiu da mesma fonte que a Alma revestida de um corpo físico masculino? Ela não tem de empreender o mesmo trabalho a ser empreendido, o mesmo espírito combatente, o mesmo fruto de esperança?”. Trataremos agora de outras mulheres que foram iniciadas na Ordem dos Eleitos Cohen e participaram de seus trabalhos sendo que, para isso, tiveram de ser iniciadas, exaltadas e consagradas nos três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom da maçonaria Universal.
Escreveu Le Forestier que em 1770 a Ordem dos Eleitos Cohen admitia a figura da mulher em seus trabalhos (aliás como aconteceu em muitas outras organizações iniciáticas), mas a solução desta problemática não era muito clara. Pasqually negava apenas que as mulheres comandassem os espíritos que eram parte dos trabalhos, mas um dos artigos do Estatuto da Ordem permitia a recepção de mulheres mediante a condição de que sua admissão estava condicionada a aprovação “física e direta da Chose” ficando a um passo observadas durante uma operação especificamente direcionada a este propósito.
As irmãs – registradas em literatura estudada para este fim – foram poucas. Matter e Joly, mencionando a princesa da Lusignan, Senhorita Chevrier (uma das alunas preferidas de Pasqually), e a Senhora De Brancas. Estas iniciações todavia eram muito discutidas, inclusive o cargo de Deputada Provincial assumido pela irmã de Willermoz, conhecida como “pequena mãe”, e assim chamada por Saint Martin que lhe era tão devoto. Claudina Tereza Willermoz foi uma das figuras femininas mais importantes da Ordem dos Eleitos Cohen.
continua...
Escrito por nosso querido Mestre Nebo e traduzido pelo Irmão AEL S:::I:::
No se quien eres pero me encanta tu forma de escribir por favor te pido que me lea para ver que te parezco mi blog es cynthiaorive.blogsport.com se titula El rincón del naufrago.
ResponderExcluirSão ótimos textos! Um refresco para a alma no ambiente da internet! Parabéns pela iniciativa!
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