Pular para o conteúdo principal

Quatro Caminhos do Shugendō


Shugendō é uma religião que propõe uma série de atividades de purificação e desenvolvimento para os seus praticantes, conhecidos como shugen. Estas atividades são de cunho místico, mágico, religioso e visa o desenvolvimento de certas capacidades ditas “paranormais”, bem como a purificação e aperfeiçoamento humano. Esta tradição nipônica desenvolveu-se especialmente entre os séculos XII e XIV, entrando em um declínio forçado pelo governo moderno do Japão por volta de 1868-1870 onde foi obrigatório que todas as manifestações religiosas separassem formalmente os conceitos de Kami (divindade da religião Shinto) e Budha (seres iluminados do budhismo), tornando-se portanto proibida a prática do Shugendo, por mesclar estes dois conceitos, em 1872.

A partir da promulgação da chamada Lei da Corporação Religiosa (Shukyo Hojinrei) em 1945, um grande número de grupos praticantes de Shugendo derivados de diversas linhagens tornaram-se independentes das seitas budhistas que, até então, os subsidiava.
Na metade do século XIX a mais importante destas linhagens ficaram bem delineadas: Honza-ha, afilianda ao budhismo Tendai, e Tozan-ha, afiliada ao budhismo Shingon. Uma série de outras linhagens importantes, porém menores, associaram-se dando origem ao culto de uma região particular ficando conhecido como Haguro-ha. Esta região é a das três montanhas Dewa (Dewa Sanzan) atualmente parte da Prefeitura de Yamagata, A tradição Hikosan-ha, centralizou-se na região norte de Kyushu, Nikko e do Monte Hiei. Algumas outras montanhas como o Monte Fuji e Ontake, também constituem centros de práticas dos shugen. Ambas, Honzan-ha e Tozan-ha, centram suas práticas nas montanhas Omine, desde Yoshino até Kumano, e reverenciam especialmente à EN NO OZUNU como seu fundador. Ambas controlam uma série de Templos, grupos e praticantes por todo o Japão.
Heian - Shugendō/Brasil

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ordem Rosa+Cruz do Oriente

PARTE I – Irmão Sémelas, o revelador dos “Irmãos do Oriente” " A lenda da existência dos Irmãos do Oriente foi divulgada por um S::: I::: de boa fé, de nome Dupré, que a conhecia por meio de uma tradição verbal de outro S::: I::: de origem grega chamada Sémelas. Porém de onde Sémelas extraiu estas informações, desconhecemos." Ir.'. R.A. Dimitri Platón Sémelas Conhecido como o fundador da "Ordem da Liz e da Águia", representante da Ordem Martinista no Egito, membro dos "Irmãos do Oriente" (Frérés d'Orient) do qual foi tido como porta-voz junto com Papus. Nascido no Egito em 1883, Dimitri Platón Sémelas conclui seus estudos de medicina na Universidade de Atenas, começando a praticar ocultismo, sob a orientação de um Irmão cujo nome permanece desconhecido. Retornando ao Egito, Sémelas se casou e teve um filho chamado Platón. Em 1909, no Cairo, conhece um casal, Eugéne Dupré que era funcionário francês a serviço do governo do Egito e sua...

Transmissão da Rosa+Cruz do Oriente

“A ti e a aquele que julgue digno, transmitirei a inciação da R+C do Oriente como a recebi no Egito a mais de trinta anos. Papus a recebeu de um místico francês, porém nem Téder, nem os demais membros do Supremo Conselho, jamais a receberam. Nenhum escrito, nenhum vestígio no plano físico, apenas o poder da radiação e a transmissão REAL... Em troca deste dom, nada te será pedido, apenas... o Silêncio.” Transmissão da Rosa+Cruz do Oriente O altar estava humildemente forrado com uma toalha de linho branco onde à direita estava um grande círio de pura cera de abelha, perceptível pelo doce aroma que exalava, e à esquerda um incensório com um ardente e crepitante carvão que aguardava as resinas. No centro, o Livro Sagrado de capa branca, estampava em dourado um símbolo ladeado pelas letras gregas “Alpha” e “Ômega”. O Irmão Iniciador, um ancião, levantou-se e postou-se ante o altar, fez alguns sinais no ar e uma profunda reverência. Ele trajava uma longa túnica completamente...

Sociedade Rosacruz de Bacstrom

  Este artigo foi publicado pela primeira vez no Hermetic Journal nº 6, 1979. Adam McLean O Dr. Sigismund Bacstrom foi um dos mais importantes estudiosos da alquimia dos últimos séculos, atuando no final do século XVIII e início do século XIX. Pouco se sabe sobre sua vida, exceto que provavelmente era de origem escandinava e que passou grande parte de sua juventude viajando pelo mundo como cirurgião naval. Mais tarde, ele se estabeleceria em Londres e reuniria ao seu redor um pequeno círculo de contatos (incluindo Ebenezar Sibley e o General Rainsford), entre os quais circulou várias de suas próprias traduções de textos alquímicos do latim, alemão e francês para o inglês. Esse seleto grupo de pessoas forneceu o veículo para o impulso de Bacstrom de reconectar as pessoas com a antiga sabedoria da tradição alquímica, e parece que, espiritualmente, ele semeou a semente para o renascimento do interesse pela alquimia no final do século XIX, que se desenvolveu através de Thomas South e s...