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Meio de Verão

O período chamado de “meio de verão” marca o ápice da influência do calor e luz solar e, ao mesmo tempo, é quando inicia seu declínio depois de tempos oferecendo sua vida. Que neste ápice da Casa de Aquário sejamos gratos a todos os projetos alcançados, as realizações atingidas e metas cumpridas. Após sua completa doação de forças para suprir nossas necessidades, o Sol inicia sua perda de forças, chegará no estágio da decrepitude no Outono, passando pela agonia rumo a morte que ocorrerá no primeiro dia de Inverno.

Meu Tao

Altar Taoísta da SBT/SP onde tive a honra de passar pela Cerimônia de Iniciação. "Na busca do conhecimento, todos os dias algo é adquirido, Na busca do Tao, todos os dias algo é deixado para trás. E cada vez menos é feito até se atingir a perfeita não-ação. Quando nada é feito, nada fica por fazer. Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso. E não interferindo." Cap. XLVIII - Tao Te Ching Frater A.E.L.

Zaō Gongen

As lendas dizem que En No Gyōja, patriarca do Shugendô, visitou a montanha de Kinpunsen visando, através de um retiro, obter contato místico com uma deidade que pudesse guia-lo no caminho de libertação dos seres senscientes e subjugar as criaturas demoníacas, destruindo a ilusão. De acordo com a tradição, Zaō Gongen apareceu em resposta às orações do mestre, porém, só após insistentes apelos e aparições prévias de outras divindades budhistas pacíficas. No início três divindades pacíficas surgiram para o mestre: 1° O próprio Budha histórico, Shakyamuni, Senhor das Eras Passadas; 2°O Bodhisatva da Compaixão, Kannon de Mil Braços, Salvador da Era Atual; 3° Miroku Bosatsu, o Budha Futuro, Restaurador do Dharma. En no Gyōja prosseguiu em suas preces novamente, concentrando-se em uma divindade específica que revelou-se, o Avatar Zaō Gongen, concedendo à En no Gyōja poderes sobrenaturais. Esta lenda surge por volta dos séculos XII e XIII, após a passagem final de En no Gyōja, possu...

Introdução ao Shintô

Começaremos abordar em um conjunto de tópicos, em linhas gerais, a história do Shintô desde a antiguidade até a era contemporânea, incluindo explicações a cerca de outras religiões e filosofias influenciadas pelo Shintô, como o Taoísmo, Budismo, Omyô-dô, Confuncionismo, Shugendô e o Cristianismo. Sabemos que o conceito de Shintô abarca uma série de facetas de um fenômeno religioso nipônico, mas o dividiremos de uma maneira pedagógica em nossa abordagem em: Jinja Shintô (Shintô de Santuário), Kyôha Shintô (Seitas Shintô), Shintô Imperial (Kôshitsu Shintô), e o chamado Shintô Folclórico (Minzoku Shintô), além da filosofia e escolástica Shintô (Gakuha Shintô). Por outro lado, poderíamos utilizar diferentes categorias de Shintô de acordo com o período que surgem nos momentos específicos das eras históricas do Japão, descrevendo-as por suas características e desenvolvimentos em cada uma delas. Assim, os sentimentos de gratidão, súplica e temor que caracterizam o antigo culto kami (Ji...

Solstício Verão

"Possa a Luz deste Sol encher seu coração de tranqüilidade, paz, serenidade e sabedoria, auxiliando em suas tomadas de decisões, nutrindo seus projetos de força e vigor, iluminando seus passos e clareando seus pensamentos e emoções. " Quando finalizamos o décimo segundo mês do calendário solar, regente da sociedade moderna e ocidental, iniciamos um período comum de festividades em comemoração a Ascensão da Luz do Sol. Em ambos os hemisférios temos os Solstícios (Verão-Sul/Inverno-Norte) que marcam uma forma diversa dos raios de Luz Solar influir sobre a Terra com seu calor. Na tradição pagã o Solstício representa a ascensão do Deus Sol, nos Mistérios temos a comemoração do Festival de Mitra (Senhor da Luz), na Religio Romana temos o Solis Invictus (Sol Invencível), entre os judeus temos o CHannuká (Festa das Sete Luzes), para os cristãos temos o Dies Natalis (Dia do Nascimento da Luz), para o rosacrucianismo a Festa da Luz, a Ascensão da Luz do Logos Solar (Crístico...

Arcanjo Raphael

No dia 22 de dezembro comemoramos na Igreja Gnóstica o Dia de Raphael Arcanjo em conformidade com o calendário litúrgico. Seu nome significa em hebraico: "D'us Cura" e na iconografia cristã apresenta-se sob a imagem meditativa de um jovem alado que traz um vaso em sua mão direita contendo o bálsamo que cura, acalma e regenara, atributos de sua armada elemental, o Ar. Em sua mão esquerda traz o cajado símbolo do Guia, aquele que é o Bom Amigo de Tobias. Sua "Cura" está relacionada a regeneração do ser, preparando-o física, moral e espiritualmente para a reintegração. É citado nos textos cristãos, judaicos e islãmicos; domina o Leste, local do luminoso Sol Nascente, a fria luz do amanhecer. No islamismo é dito que Raphael "soprará" as trombetas do Juízo Final, assinalando mais uma curiosa ligação deste Arcanjo com o elemento o qual rege. Segundo a visão de Ezequiel, Raphael Arcanjo possui a cabeça de Humana, regendo os signos de Ar, ou seja...

Mistério da Palavra

Sílabas Sementes, ou Bija Mantra, são sons primordiais capazes de evocar e invocar as forças personificadas por Budhas, Bodhisatvas, Protetores do Dharma e Mestres do Dharma que alcançaram realizações. Junto a outras sílabas sagradas e palavras desencadeadoras constituem os mantras, ou seja, frases sagradas capazes de potencializar o poder da Sílaba Semente. A escola Shingon de budismo esotérico japonês possui práticas específicas que trabalham o Mistério da Fala através da repetição de mantras, utilização de sílabas sementes como ponto meditativo e canto de sutras. O próprio nome da escola (Shingon) remete à Palavra Verdadeira ou Mantra. O simples ato de pronúncia é um ato de consonância com a Fala Búdica, o cuidado com o silêncio e com o poder de manifestação que possui o Verbo também fazem parte deste ensinamento. A Escola Shingon foi a primeira escola Vajrayana que tomei refúgio como leigo, na década passada, absorvendo seus ensinamentos e práticas, principalmente com o...