O Réau-Croix representa o ponto culminante da tradição dos Élus-Coëns, fundada por Martinès de Pasqually no século XVIII. Diferentemente dos graus iniciáticos comuns, o Réau-Croix não é concebido como um simples estágio simbólico, mas como um estado espiritual e sacerdotal, marcado por responsabilidade operativa e não apenas por conhecimento teórico. Trata-se de uma condição na qual o iniciado é investido para agir conscientemente na obra da Reintegração, isto é, no processo de reconciliação do ser humano e da criação com o Princípio divino. Os manuscritos coëns, especialmente o chamado Manuscrit d’Alger (Cahier Vert), indicam que o Réau-Croix exerce uma função teúrgica específica. Ele atua em nome do Criador, por meio das virtudes intermediárias, utilizando caracteres, selos e nomes sagrados transmitidos pela Ordem. Essa operação, porém, não é livre nem automática: ela depende de um mandato legítimo. Os textos são claros ao advertir que operar sem autorização constitui grave desvio es...
"... nunca se deve ter medo de estar falando abertamente demais: o Verbo só atingirá aqueles que devem ser atingidos” Papus S .'. I '.'